Vista para o Morro do Marumb?De manhã, bem cedinho, para a nossa alegria, avistamos pela janela, em frente a nossa mesa de café da manhã, o conjunto de montanhas do Marumbi. Lindo, imponente, com o pico iluminado pelos primeiros raios do sol… assim o café fica até mais gostoso.

O ponto de encontro para a saída do passeio do dia, era o Santuário Nhundiaquara, onde estavam hospedados nossos amigos da Família Muller. Chegamos lá e eles ainda estavam terminando o café da manhã, e lá eles também tinham um presente especial: as mesas onde os hóspedes tomam o café da manhã são rodeadas de passarinhos super atrevidos, que chegavam bem pertinho e pareciam não temer a nossa presença. Nossos dedos não conseguiam parar de fotografar e filmar.

Passarinhos no Santuário Nhundiaquara Passarinhos no Santuário Nhundiaquara
Café da manhã no Santuário, com a companhia dos passarinhos

Às 9h chegou o Celso, da operadora Calango Expedições, para nos levar ao Parque Estadual do Marumbi. Ficamos muito felizes ao ver que a Calango é associada à ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura) e participa do Programa Aventura Segura – com isso sabíamos que estávamos em “boas mãos”.

Caminhando para a sede do ParquePara se chegar à Sede do Parque a partir do centro são 6km de asfalto até o bairro de Porto de Cima e, a partir deste ponto, são mais 7km de terra. Os últimos 3km são bem precários e íngreme – não indicado para veículos de passeio. Fomos com uma Pickup Rural até o início da subida mais forte e, a partir deste ponto, seguimos a pé. Percorremos o início do Caminho de Itupava, reparando em detalhes, caminhando devagar, curtindo as belas paisagens.

Na Estação Engenheiro Lange, paramos para descansar, tomar um lanche, ver o movimento dos trens, e esperar nossos amigos da Família Muller. Neste ponto, Celso nos contou mais sobre a estrada de ferro e o passeio de trem que desce a Serra da Graciosa de Curitiba à Morretes. Infelizmente não tivemos a oportunidade de fazer esse passeio, mas, pelo que soubemos, é absolutamente imperdível! Claro que voltaremos lá e faremos esse passeio.

Estação Eng. Lange
Descanso e lanche na estação Engenheiro Lange

Outra coisa que descobrimos ali foi que o Celso e os outros proprietários da Calango Expedições são nativos de Morretes – por isso, além da história tradicional de Morretes, ele acrescenta experiências de vida nas suas explicações sobre as trilhas e o Parque. Isso enriquece em muito o nosso passeio. Sabia que uma das formas de se fazer Turismo de forma Responsável, é contratando uma empresa de guias nativos da região? Isso assegura trabalho aos nativos e contribui com a sustentabilidade da região.

Subindo para a sede do Parque Trilhas do Conjunto Marumbi
Subindo para a Sede do Parque | Trilhas do Conjunto Marumbi

Nossos amigos chegaram, atravessamos os trilhos do trem, e seguimos pela trilha por mais meia hora até a Estação Marumbi, onde funciona a Sede do Parque.

Ali, além das casas de controle do trafego ferroviário, pudemos visitar o Museu do Marumbi, conhecer o trabalho do Grupo COSMO – o grupo de resgate em montanha, que dá apoio aos montanhistas e turistas que visitam o Parque – , e ver o mapa de todos os picos que fazem parte do Conjunto Marumbi., onde o Celso nos explicou sobre todas as trilhas e nos mostrou a que faríamos neste dia: Morro do Rochedinho – uma das mais leves, com duração prevista de 40 minutos até o cume.

Antes de iniciarmos a trilha, foi preciso fazer um cadastro na Sede do Parque – exigência da administração que, para nossa segurança, monitora todos os visitantes que fazem caminhadas por ali. No cadastro, os turistas informam seus dados e as trilhas que pretendem fazer. Se houver qualquer problema, eles chamam o COSMO para buscar os visitantes que não retornaram.

Fotografando a Estação Marumbi Sede do Parque
Estação Marumbi e sede do Parque

Você é o ResponsávelÉ importante frisar que apreciamos muito uma mensagem que vimos na entrada do Parque, onde uma placa nos convidava a abrir a tampa de uma caixa de madeira para conhecermos quem é o responsável pela limpeza do parque e, ao olharmos lá dentro, o que vemos é a nossa imagem refletida num espelho. Vamos cuidar do que é nosso. Se cada um fizer sua parte, as belezas que vemos por aí podem ser preservadas para gerações futuras.

No Parque, cada trilha tem uma cor e é marcada com fitas coloridas amarradas nas árvores. Isso é por segurança em caso de emergência. Nossa recomendação é que você sempre vá acompanhado de um guia especializado – de preferência, nativo.

ossa trilha foi tranqüila e, sempre que víamos algo diferente, o Celso parava e nos explicava sobre a vegetação. Paramos um pouco para um breve descanso à beira de um riacho e, depois de mais uma subidona, chegamos ao cume do Morro do Rochedinho!

Chegamos ao cume do Rochedinho !
Chegamos no cume do Morro do Rochedinho!

 

De lá a vista era magnífica: podíamos ver a Estação Marumbi lá embaixo, onde iniciamos a caminhada; e o imponente do Pico do Marumbi, com alguns escaladores se aventurando em seus paredões. Do outro lado a vista avançava até o litoral do Paraná e, de repente, atrás de nós o trem apitava forte descendo a Serra da Graciosa serpenteando por trilhos que sumiam nos túneis e logo reapareciam do outro lado para conduzir os vagões sobre as enormes pontes metálicas.

Lanche no RochedinhoAli tínhamos paz, liberdade, realizações, felicidade, euforia, cansaço, e… fome! Sentamos no chão, abrimos as mochilas, e cada um tirou o que tinha para dividir com os outros. Foi uma delícia!
Às 15h30 nosso Guia Celso nos chamou para já iniciarmos a descida, pois nessa época o fim da tarde chega rápido e esfria bastante. Lá fomos nós, montanha abaixo.
Depois de um banho na Pousada Oásis, onde estávamos hospedados, fomos dar um passeio pelo centro da cidade.

foto de Lyanne Rehder & Marcelo Maestrelli

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